Sobre a ANAÍ
A Associação Nacional de Ação Indigenista (ANAÍ)
é uma organização de
direito privado, sem fins lucrativos, com sede em Salvador, Bahia,
criada em 1978 e formalizada em 1983, para discutir e promover
alternativas de relacionamento mais justo entre a sociedade brasileira e
as sociedades indígenas no país.
Alguns dos objetivos institucionais da ANAÍ são:
_ promover e respeitar a autonomia cultural, política e econômica
e o
direito à autodeterminação das sociedades indígenas;
_ constituir alianças com as sociedades indígenas em suas lutas
pela
justa recuperação e garantia de suas terras e pelo usufruto exclusivo
dos bens naturais nelas existentes;
_ acompanhar, de maneira crítica, propositiva e independente, as
orientações das políticas Indigenistas governamentais,
buscando sempre a
defesa e a promoção dos direitos das sociedades indígenas;
_ informar a opinião pública nacional e internacional sobre a
situação
social, as lutas e os direitos das sociedades indígenas;
_ promover a defesa do ambiente e do patrimônio natural das terras
indígenas e dos ecossistemas a elas articulados;
_ promover, em parceria com as sociedades indígenas, a constituição
e a
consolidação de seus sistemas próprios, autônomos
e diferenciados de
educação e de assistência à saúde;
_ estimular e promover estudos e atividades de divulgação científica
e
cultural sobre a temática indígena.
Conheça aqui o [NOSSO ESTATUTO].
Após duas décadas de trabalho a ANAI tem o seu perfil institucional
e as
suas diretrizes de trabalho firmados:
_ na ação indigenista especializada e em estreita aliança
com as
sociedades e com os movimentos indígenas na Bahia, Leste e Nordeste do
Brasil; e
_ na promoção da discussão da causa indígena como
questão nacional
relevante junto a círculos sociais cada vez mais amplos.
A ANAÍ se constitui, assim, em um movimento organizado da sociedade
civil brasileira.
A ANAÍ entende que desde o movimento constituinte de 1988 -do qual
participamos com outras organizações indígenas e indigenistas-
o Brasil
tem uma Constituição competente e adequada no reconhecimento dos
direitos fundamentais dos povos indígenas. Entretanto, a atenção
e o
respeito a estes direitos e mesmo a sua aplicação à legislação
ordinária
são ainda objeto de muitos obstáculos:
_ pela extrema falta de vontade política por parte das elites dirigentes
do país;
_ pela interferência de poderosos interesses econômicos que se
beneficiam do desrespeito aos direitos indígenas;
_ pelas extremas deficiências dos organismos públicos encarregados
da
assistência a esses direitos;
_ pelo grande desconhecimento e pelos preconceitos com relação
aos
índios que ainda dominam boa parte da consciência nacional.
E principalmente porque em uma sociedade marcada por tão profundas
desigualdades econômicas não há condições
para uma real convivência
democrática capaz de abrigar a plena expressão de direitos próprios
de
segmentos sociais minoritários cultural e etnicamente diferenciados,
como as sociedades indígenas, que tendem, assim, a sofrer de modo
especialmente grave os efeitos perversos dessas desigualdades.
Diante disto, a ANAÍ tem adotado condutas de absoluta intransigência
e
vigilância na defesa dos direitos indígenas.
Sabemos entretanto que não só de vigilância sobre as ações
do poder
público depende a garantia de direitos capazes de propiciar, às
sociedades indígenas, condições para a plena constituição
de suas
cidadanias, específicas e diferenciadas da cidadania nacional, mas em
articulação com esta.
Contribuir diretamente na construção dessas cidadania, indígenas
e
nacional, é o que a ANAÍ tem procurado fazer em seu exercício
cotidiano
e regular de uma ação indigenista que busca se caracterizar por
intervenções tecnicamente competentes e politicamente informadas.
Conheça aqui os [NOSSOS TRABALHOS].
A ANAÍ pensa que, para mais além da defesa dos direitos indígenas,
a
ação indigenista conseqüente é uma parcela indispensável
e indissociável
da luta dos brasileiros na construção de uma sociedade mais justa,
democrática e plural.
O perfil de organização indigenista tanto atenta e atuante no
plano
político quanto especializada e experiente no plano técnico é
assegurado
à ANAI pelo conjunto dos seus associados, formado por profissionais
diversos (antropólogos, educadores, profissionais da saúde e do
direito,
engenheiros etc.) que aliam experiências de pesquisa ou de intervenção
social à disposição para desenvolver um trabalho indigenista
independente, em grande medida voluntário, mas sistemático e
participativo, o que torna a ANAÍ atrativa e potencialmente plena de
realizações para os que se dispõem a esse trabalho.